Pilates para gestantes: uma alternativa saudável

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maio 16 2017

Pilates para gestantes: uma alternativa saudável

No período gestacional, a capacidade física da mulher tende a ser diminuída. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mulheres grávidas apresentam um nível de atividade física insuficiente. Por isso, a prática de exercícios durante esse período deve ser priorizada e estimulada.

Escolher uma modalidade de atividade física que se adapte e desperte o interesse, prioriza o bem-estar durante e após a gravidez, diminui o sedentarismo e aumenta o condicionamento, a força e o preparo físico.

A filosofia e estratégia do Pilates pode ser aplicada para as gestantes, pois tem como principal objetivo fortalecer, estabilizar e aliviar dores, além de trabalhar com o alongamento, concentração e a respiração – quando realizada corretamente, ajuda a coordenar os pensamentos e energias para determinada área do corpo, além de organizar o processo de centralização, fundamental para a formação da musculatura, permitindo a sustentação da postura.

As dores lombares são comuns durante o período gestacional, mas através da boa orientação de um fisioterapeuta em relação à técnica do Pilates, é possível manter a postura adequada e amenizar sensações desconfortáveis, melhorando a qualidade de vida – que aborda o controle do peso, a diminuição da depressão pós-parto, evita a Hipertensão Arterial e a Diabetes Mellitus Gestacional, além de proporcionar maior autonomia no trabalho de parto.

Durante os trimestres gestacionais também ocorrem mudanças hormonais, hemodinâmicas e biomecânicas, sendo maiores no segundo e terceiro. Com o crescimento do útero gravídico e das estruturas corporais, há um aumento da pressão nos músculos do assoalho pélvico, edemas, aumento de peso, frouxidão ligamentar e alterações posturais. Dentre essas alterações que acontecem no corpo de uma gestante, destaca-se o aumento do volume de sangue, da frequência cardíaca e do débito cardíaco, tanto em repouso quanto durante a prática de exercícios nos dois primeiros trimestres.

No primeiro trimestre da gestação, o alongamento muscular no Pilates diminuiu as dores na região lombar e pélvica. Nessa fase, também podem ser realizados exercícios para o ganho de força muscular, porém em pouca carga, com atenção para a melhora da consciência corporal e mobilidade da coluna.

O segundo trimestre chega com as possíveis compensações na região lombar durante a prática de exercícios, aumentando assim a lorde lombar. Como ocorre também o aumento dos níveis do hormônio relaxina, é recomendado evitar alongamentos excessivos ou forçados. A prioridade deve estar em exercícios de fortalecimento.

No terceiro trimestre, com o aumento do peso e as limitações do corpo, o ritmo e a intensidade dos exercícios precisam ser diminuídos. Deve-se continuar o treino para musculatura de assoalho pélvico, dando maior conscientização sobre o relaxamento e aumento da flexibilidade.

Na fase final da gestação, aumenta-se as cargas nos exercícios de membro superior visando à preparação para o pós-parto, onde têm-se os cuidados com o bebê, exercícios de membro inferior e mobilização pélvica. Quando a mulher opta por um parto via vaginal não utiliza-se contração abdominal associada à contração do assoalho pélvico, pois no momento do parto é necessário contração abdominal com relaxamento da musculatura de assoalho pélvico.

É importante estar sempre observando os sinais clínicos da gestante durante a prática de exercícios ao final do terceiro trimestre, pois pode ocorrer a perda de líquido ou sangue.

O conhecimento das alterações fisiológicas e psicológicas que acometem as gestantes associado à capacitação na técnica de Pilates podem promover e contribuir para um período gestacional sem intercorrências, diminuindo, assim, os riscos de dores lombares e desconfortos osteoarticulares.

Exercícios de estabilização, fortalecimento muscular e alongamento devem ser realizados, respeitando, sempre, a semana gestacional e os limites físicos e emocionais da paciente.

A atividade física agrega benefícios para a mulher gestante e deve ser estimulada pelos profissionais de saúde.

Para visualizar o artigo completo, acesse: http://bit.ly/2rmeFbL

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